quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mar português

Numa das nossas aulas, a propósito de especiarias, descobrimentos e tormentas, acabámos aqui.
Simples e directo. Porque os alunos perceberam e gostaram, aqui o deixo para que não se esqueçam.


Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!


Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Fernando Pessoa, in Mensagem

Tomilho - Francisco Rodrigues e Duarte Dias

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O loureiro - André Morgado e Mª Beatriz Almeida

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Erva cidreira - André Morgado e Mª Beatriz Almeida

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Quelidónia - Margarida e Thomas

Quelidónia
Nome Científico: Chelidonium majus
Nomes vulgares: Chelidonium majus em Portugal é conhecida por outros nomes vulgares como quelidónia, celidónia, erva-andorinha, seruda, erva-das-verrugas, aruda, ceredonha, cedronha, cerúdia, ceruda, erva-leiteira, erva-das-cortadelas, grande-queidónia ou leitaria.
Floração: Floresce no início da Primavera (Março), mantendo a flor até ao Outono (Setembro).



Descrição:      Folhas: compostas de 5 a 7 folíolos dentados e ovados
Flores: Umbelas frouxas com flores amarelas de 4 pétalas
 Frutos: cápsulas alongadas que encerram uma fiada de semente preta carnuda
 Seiva: contém alcalóides tóxicos, pelo que é perigoso ingeri-la, tanto fresca, como seca.

Uso medicinal: A quelidónia já era utilizada como erva medicinal pelos médicos gregos, especialmente no tratamento de problemas de pele, vesícula e fígado. Na China era utilizada como relaxante muscular. O seu nome vulgar, "erva-das-verrugas", refere-se ao facto de ser utilizada popularmente para curar estes problemas de pele. A sua seiva é ainda utilizada como cicatrizante. O facto de a sua seiva ter cor amarelo-alaranjada e ser utilizada popularmente na cicatrização de feridas deu-lhe ainda novas designações vulgares como "planta-betadine", "erva-do-mercúrio" (ou mercurocromo), etc.

Origem: É uma planta vivaz originária da Europa, Norte de África e a Ásia Ocidental.

Habitat: O seu habitat preferencial situa-se em locais com entulho, sobre paredes e muros ou em solos frescos.

Curiosidades: O nome quelidónia vem do grego “Khelidon”, que significa andorinha.
Diz a lenda ainda que as andorinhas aplicavam o látex dessa planta para curar os olhos dos filhotes, que nasciam cegos, com as pálpebras coladas.

Trabalho realizado por: Margarida Pereira nº3 
                                                                                Thomas Basílio nº23

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Trabalhos de pesquisa sobre plantas medicinais

No final do primeiro período foi solicitado aos alunos que pesquisassem sobre as plantas instaladas no Jardim de Aromas. O trabalho está praticamente concluido, faltando apenas alguns retoques. Após a revisão feita por mim, irei deixando aqui o resultado desse trabalho, para que todos possam aprender um pouco mais sobre as características das nossas plantinhas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lúcia-Lima - Ana Beatriz Perna


NOME VULGAR: Lúcia-Lima, Bela-Luísa, Doce-lima, Limonete.

NOME CIENTÍFICO: Lippia citriodora

DESCRIÇÃO: Arbusto perene, de folha caduca, perfumado, de 2 a 3 m de altura, verde, com cheiro suave semelhante ao da lima, erva-cidreira e erva príncipe.
As folhas têm pecíolo curto, são compridas e pontiagudas de toque áspero; as suas minúsculas flores são brancas dispostas em cacho, raiadas de lilás fazendo lembrar pequenas luzinhas, daí o nome Lúcia, derivado do latim luce que significa luz. Os ramos seguem a lei da leveza como se procurassem o sol em todas as direcções. O tronco é duro e lenhoso, com aparência rude e retorcida.

ORIGEM: Originária da América do Sul (Peru, Chile), terá sido introduzida na Europa pelos espanhóis, no século XVII, para ser usado na indústria de perfumes.

FLORAÇÃO: Maio a Outubro.


CULTIVO: Em Maio deverão de ser retiradas ramificações para fazer estacas com cerca de 8 cm cada, que serão plantadas numa mistura de turfa e areia em partes iguais, em Julho as estacas enraizadas serão transplantadas e deverão de ser plantadas junto a um muro virado a Sul.
A Lúcia Lima não tolera temperaturas baixas de Inverno, nem solos muito pesados. Gosta de ser cultivada em solo bem drenado. Em locais onde a temperatura desce aos 0º, deve ser cultivada em vasos para ser transferida para local ensolarado durante o Verão e para local protegido durante o Inverno.
Também podem ser semeadas, embora seja um processo mais difícil e moroso. As sementes germinam após quase 20 dias. Quando as plantas estão desenvolvidas deverão ser transplantada para pequenos vasos, usando terra de jardim e areia grossa. Deverão crescer num vaso durante dois anos antes de ser plantadas.
Gostam de boa drenagem, sol e pouco vento. No final do Verão deve-se podar levemente a planta, para eliminar rebentos e ramos mortos.
Deverá de ser regada abundantemente de Maio a Outubro, para que o solo nunca seque.

Recolha e armazenamento: Colhem-se as folhas e flores durante o Verão, quando estão em plena floração, e deixam-se secar num local fresco e seco à sombra.
Armazenam-se as folhas secas num frasco de vidro.
A lúcia-lima é uma planta que conserva o aroma intenso depois de seca durante mais de 2 anos, se for armazenada correctamente.

Folhas secas de Lúcia lima prontas para o cházinho
Na cozinha: No nosso país, as folhas frescas ou secas da lúcia-lima são geralmente usadas para preparar infusões ou licores de ervas.
As infusões apresentam cor amarela-esverdeada, de aroma intenso a citrinos como a lima, limão ou toranja. O seu sabor é levemente doce, cítrico, ligeiramente acídulo na língua.

Propriedades: A lúcia-lima é rica num óleo essencial composto por mais de cem substâncias, entre as quais o citral, o limoneno e cariofileno. Este óleo confere à planta propriedades digestivas, antiespasmódicas e carminativas (favorece a expulsão de gases dos intestinos).

Indicações Terapêuticas: As suas folhas, para além de utilizadas na confecção de alimentos e para aromatizar bebidas, são também usadas na preparação de infusões com propriedades aromáticas, digestivas e anti-espasmódicas.
Esta planta pode ser utilizada para tratamentos de alterações nervosas como a ansiedade, sendo um calmante suave, casos de insónias, enxaqueca, palpitações, náuseas, indigestões e úlceras. Rica em óleos essenciais, relaxa o sistema nervoso e combate enxaquecas, agitação e insónia, falta de apetite, tem uma acção anti-espasmódica sobre o aparelho digestivo, aliviando cólicas gastro-intestinais e também menstruais, contribuindo ainda para aliviar a sensação de vómito. Hipotensora, ajuda a baixar a tensão arterial.
É também uma planta utilizada como repelente de insectos, mantém afastadas as pragas das hortícolas.
O seu óleo diluído em água, e borrifado nos locais invadidos por mosquitos, repele os mesmos, a própria planta colocada dentro das gavetas e roupeiros dá um agradável aroma às roupas e mantém afastadas as traças.
Preparação/UTILIZAÇãO: Infusão (chá de ervas) de folhas de lúcia-lima (cerca de 30 gramas por cada litro de água.
Contra-indicações: Não deve ser utilizada durante longos períodos de tempo pois pode causar perturbações gástricas.

Doenças DA PLANTA: Se as pontas das folhas e os rebentos secarem significa que a planta está a sofrer com a seca.
Pelo contrário é importante que o solo esteja bem drenado pois a água estagnada causa amarelecimento das folhas.

Ana Beatriz Perna, nº2, 5ºC

terça-feira, 4 de janeiro de 2011